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Cavidade #1767

Gruta da Contenda

Sinonímia: Sistema Moinhos Velhos-Pena-Contenda

Distrito Leiria
Concelho Porto de Mós
Freguesia Mira de Aire
Maciço MCE
Cota (m) 197
Desenvolvimento 3D (m) 1620
Desnível total (m) 92
Desnível positivo (m) 17
Desnível negativo (m) 75
Origem das coordenadas GEM
Verificação coordenadas Não verificada
Autorização Requer autorização
Cavidade artificial Não

Acesso

No limite norte do Polje de Minde.

Descrição

"A disposição das galerias da gruta encaixa-se na categoria de “curvilinear branchwork” segundo a classificação de Palmer (2003). A gruta tem duas entradas: um pequeno algar que hoje em dia se encontra obstruído e a exsurgência. A gruta é composta por uma galeria principal que se desenvolve grosseiramente, inicialmente para sudeste e depois para norte. Dita galeria conecta a cerca de 270 m da entrada a galeria afluente (conhecida como galeria do sifão lateral), que se desenvolve para sul. A galeria afluente apresenta antes de uma bifurcação já próximo da sua zona terminal, um pequeno canhão, a partir da bifurcação tem-se acesso a duas galerias, terminando ambas em sifões. A galeria afluente tem cerca de 130 m de comprimento. A galeria principal, a cerca de 550 m da entrada atinge a zona dos poços. Existem dois conjuntos de poços. Um dos conjuntos, tem cerca de 60 m de profundidade, a base do último poço tem uma camada de argila (provavelmente gerada por sedimentação de águas estagnadas nos poços) e termina num sumidouro. O outro conjunto de poços, também com cerca de 60 m de profundidade, permite o acesso a duas galerias inferiores. Uma dessas galerias é chamada “galeria do Rio”, dado que corre no seu interior uma linha de água subterrânea. Esta galeria tem uma extensão conhecida, seca ou parcialmente inundada, de cerca de 100 m. A outra galeria é conhecida por “ SPE 66” e desenvolve-se cerca de 230 m para Norte, 7 m acima do nível da galeria do Rio. Esta galeria termina num poço com água. A água encontrada, durante o verão, na linha de água subterrânea, nos sifões da galeria afluente (sifão lateral) e no poço terminal da galeria SPE66, deverá corresponder ao nível freático local." (transcrito de AESDA, 2014)

História

"De acordo com Thomas (1985) a gruta foi explorada desde os anos 50, pela Sociedade Portuguesa de Espeleologia. A topografia parcial do sistema Moinhos Velhos-Contenda-Pena, encontra-se exposta na entrada da gruta de Mira d’Aire (o nome do ramal turístico da gruta de Moinhos Velhos). Apesar deste mapa ser de domínio público, a única topografia disponível na bibliografia, resulta do levantamento topográfico realizado em 1957, pelo Cave Research Group da Grã-Bretanha (Cons, 1959), que realiza também as primeiras prospecções biológicas nesta cavidade (Magniez, 1967). Esta topografia foi posteriormente reproduzida no livro Grottes et Algares du Portugal (Thomas, 1985). Cerca de 1/3 da gruta da Contenda é, desde 1979, parte integrante do Parque Natural das Serra de Aire e Candeeiros e é uma das cavidades classificadas como sítio Ramsar. Durante seis anos (2007-2012), um conjunto de espeleólogos de várias associações juntou esforços com o propósito de realizar vários trabalhos na gruta da Contenda, nomeadamente: levantamento topográfico, levantamento geológico, desobstruções diversas e realização de três espeleomergulhos. Durante estes anos foi também dado o apoio à amostragem biológica para uma tese de mestrado e de doutoramento em fauna subterrânea (Reboleira, 2007; 2012)." (transcrito de AESDA, 2014)

Topografias

Topografia #503 Vários
Topografia #504 Vários
Topografia #505 C.R.G.

Relatórios de atividade

Nenhum relatório registado.

Bibliografia relacionada

Trogle 6
AESDA (2014)
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