Gruta da Contenda
Sinonímia: Sistema Moinhos Velhos-Pena-Contenda
| Distrito | Leiria |
|---|---|
| Concelho | Porto de Mós |
| Freguesia | Mira de Aire |
| Maciço | MCE |
| Cota (m) | 197 |
| Desenvolvimento 3D (m) | 1620 |
| Desnível total (m) | 92 |
| Desnível positivo (m) | 17 |
| Desnível negativo (m) | 75 |
| Origem das coordenadas | GEM |
| Verificação coordenadas | Não verificada |
| Autorização | Requer autorização |
| Cavidade artificial | Não |
Acesso
No limite norte do Polje de Minde.
Descrição
"A disposição das galerias da gruta encaixa-se na categoria de “curvilinear branchwork” segundo a classificação de Palmer (2003). A gruta tem duas entradas: um pequeno algar que hoje em dia se encontra obstruído e a exsurgência. A gruta é composta por uma galeria principal que se desenvolve grosseiramente, inicialmente para sudeste e depois para norte. Dita galeria conecta a cerca de 270 m da entrada a galeria afluente (conhecida como galeria do sifão lateral), que se desenvolve para sul. A galeria afluente apresenta antes de uma bifurcação já próximo da sua zona terminal, um pequeno canhão, a partir da bifurcação tem-se acesso a duas galerias, terminando ambas em sifões. A galeria afluente tem cerca de 130 m de comprimento. A galeria principal, a cerca de 550 m da entrada atinge a zona dos poços. Existem dois conjuntos de poços. Um dos conjuntos, tem cerca de 60 m de profundidade, a base do último poço tem uma camada de argila (provavelmente gerada por sedimentação de águas estagnadas nos poços) e termina num sumidouro. O outro conjunto de poços, também com cerca de 60 m de profundidade, permite o acesso a duas galerias inferiores. Uma dessas galerias é chamada “galeria do Rio”, dado que corre no seu interior uma linha de água subterrânea. Esta galeria tem uma extensão conhecida, seca ou parcialmente inundada, de cerca de 100 m. A outra galeria é conhecida por “ SPE 66” e desenvolve-se cerca de 230 m para Norte, 7 m acima do nível da galeria do Rio. Esta galeria termina num poço com água. A água encontrada, durante o verão, na linha de água subterrânea, nos sifões da galeria afluente (sifão lateral) e no poço terminal da galeria SPE66, deverá corresponder ao nível freático local." (transcrito de AESDA, 2014)
História
"De acordo com Thomas (1985) a gruta foi explorada desde os anos 50, pela Sociedade Portuguesa de Espeleologia. A topografia parcial do sistema Moinhos Velhos-Contenda-Pena, encontra-se exposta na entrada da gruta de Mira d’Aire (o nome do ramal turístico da gruta de Moinhos Velhos). Apesar deste mapa ser de domínio público, a única topografia disponível na bibliografia, resulta do levantamento topográfico realizado em 1957, pelo Cave Research Group da Grã-Bretanha (Cons, 1959), que realiza também as primeiras prospecções biológicas nesta cavidade (Magniez, 1967). Esta topografia foi posteriormente reproduzida no livro Grottes et Algares du Portugal (Thomas, 1985). Cerca de 1/3 da gruta da Contenda é, desde 1979, parte integrante do Parque Natural das Serra de Aire e Candeeiros e é uma das cavidades classificadas como sítio Ramsar. Durante seis anos (2007-2012), um conjunto de espeleólogos de várias associações juntou esforços com o propósito de realizar vários trabalhos na gruta da Contenda, nomeadamente: levantamento topográfico, levantamento geológico, desobstruções diversas e realização de três espeleomergulhos. Durante estes anos foi também dado o apoio à amostragem biológica para uma tese de mestrado e de doutoramento em fauna subterrânea (Reboleira, 2007; 2012)." (transcrito de AESDA, 2014)
Topografias
Relatórios de atividade
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