Gruta do Meio
| Distrito | Setúbal |
|---|---|
| Concelho | Sesimbra |
| Freguesia | Sesimbra (Castelo) |
| Maciço | Arrábida |
| Cota (m) | 5 |
| Desenvolvimento 3D (m) | 660 |
| Desnível total (m) | 72 |
| Origem das coordenadas | Afonso Rodrigues |
| Dispositivo GPS | iPhone 13 Pro |
| Verificação coordenadas | Verificada |
| Autorização | Não requer autorização |
| Cavidade artificial | Não |
Acesso
Cabo Espichel, acede-se montando rapel e corrimão na falésia.
Descrição
Gruta de flanco marginal, composta por salas escalonadas. Entra-se diretamente do corrimão na entrada mais alta, onde passamos por duas pequenas salas com alguma concreção. Vê-se "spongework" na segunda, e continua-se a progressão por uma passagem para Este; após um estreitamento desce-se para uma sala espaçosa e de teto redondo, com uma rampa de material de dejeção. A um canto da sala um enorme bloco divide-a, e do outro lado há um espaço onde se veem vários "inverse solution pockets" e donde parte uma série de galerias. Uma destas passagens desce em pequenos ressaltos até à zona do lago. Transpondo-o, passamos pela entrada mais baixa da gruta, perto do nível do mar. Continua-se a subir por vários ressaltos ora em corda, ora em trepada, e após várias constrições alcança-se uma sala espaçosa e extensamente concrecionada.
"A Gruta do Meio é composta por uma série de câmaras ligadas entre si por passagens relativamente estreitas. As câmaras dispõem-se ao longo de camadas carbonatadas. As câmaras e as passagens que as ligam apresentam um tecto e chãos inclinados, com um pendor igual à das camadas. As câmaras e passagens encontram-se em alguns acasos parcialmente preenchidas por um sedimento que litologicamente pode ser classificado como uma areia muito fina a um siltes. A partir das câmaras próximas da entrada da gruta (situada aproximadamente à cota 35m) tem-se acesso a uma série de passagens que permitem aceder a câmaras situadas a níveis inferiores (entre as cotas 18 a 12m e entre as cotas 5 e 0m). As câmaras mais baixas (0 a 5m) estão parcialmente preenchidas por água a um nível coincidente com o do mar, dando um aspecto de que se trata de “lagos”. O fundo dos “lagos” é cego não tendo qualquer continuação. A travessia dos lagos permite aceder a mais um conjunto de passagens estreitas e sinuosas desta feita ascendentes, que dão acesso a uma outra câmara (situada entre os 75 e 83m de altitude). Esta câmara é a zona mais alta da gruta, ficando acima das câmaras da entrada. Aquando da sua descoberta a gruta encontrava-se fechada sem qualquer ligação ao exterior. A entrada fez-se através de uma pequena sapa, situada a meio da encosta Norte do Cabo Espichel, a uma cota que ronda os 35m, e onde foi necessário desobstruir para se conseguir aceder ao interior da cavidade. A sapa por onde se faz a entrada terá provavelmente uma génese distinta da Gruta do Meio. A gruta apresenta, em camadas calcários, quer na câmara próxima da entrada (35m de altitude) quer nas câmaras situadas entre os 18 e 12m, algumas galerias de secção elíptica, de diâmetro decamétrico e que com algumas semelhanças a “tubos de pressão”." (transcrito de Paulo Rodrigues, 2015)
Equipagem
Corda 60m e uma dúzia de conectores para equipar a primeira descida e o corrimão até entrada superior; pode montar-se uma segunda descida para chegar à entrada inferior, ao nível do mar. O interior da gruta tem equipagens permanentes; algumas delas estão instaladas em pitons únicos.
Notas
A coordenada é do ponto onde se monta o rapel.
Relatórios de atividade
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2025-07-25 — Afonso Rodrigues, Catarina TeixeiraLevantamento até à sala mais alta. O último corrimão e subida estão instalados em pitons únicos, sem redundância. Acertámos no caminho à primeira, seguindo a corrente de ar - estava a aspirar, ou seja, o ar subia. A gruta tem uma complexidade enorme, e várias pontas em que poderá valer a pena insistir. A meio, dei uma cotovelada numa esquina e senti o nervo a estalar, fiquei sem sentir a mão durante uns minutos. Saímos para um vendaval enorme, bem moídos.
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2024-11-12 — Afonso Rodrigues, Catarina Teixeira, Pedro PrendiComeçámos por localizar o ponto de descida e tirar o ponto. Depois do estreitamento passámos umas duas horas à procura da galeria que descia para o sifão, sem sucesso.