Algar do Bom Santo I
| Distrito | Lisboa |
|---|---|
| Concelho | Alenquer |
| Freguesia | União das freguesias de Abrigada e Cabanas de Torres |
| Maciço | Montejunto |
| Cota (m) | 367 |
| Origem das coordenadas | AESDA |
| Verificação coordenadas | Não verificada |
Acesso
Quinta do Bom Santo
História
"Em Junho do ano de 1993, no decurso de uma actividade da AESDA na Serra de Montejunto, foi trazida à luz do conhecimento uma gruta na região no Casal do Bom Santo, Concelho de Alenquer, que se revelou de inestimável importância para a Ciência devido ao imenso e significativo espólio arqueológico nela contido. A descoberta foi de imediato comunicada ao IPPAR que já efectuou uma proficiente campanha arqueológica, sob a coordenação do Arqueólogo José Morais Arnaud do IPPAR e da Antropóloga Cidália Duarte da Universidade de Alberta, Canadá. Da equipe constam ainda três técnicos de arqueologia associados da AESDA, nomeadamente: Emanuel Carvalho, Teresa Julião e Rui Mergulho. A intervenção teve início em Julho de 1994 e efectuou-se ao longo de 5 meses. Dadas as dimensões da estação, apenas uma pequena parte foi escavada e os resultados são já substanciais. Foram recolhidos inúmeros artefactos e peças ósseas cujo estudo irá destrinçar muitos dos segredos adamíticos da caverna. O estudo Geológico e o levantamento topográfico ficaram à responsabilidade da Associação que também prestou apoio logístico, assim como a Direcção Geral de Florestas que cedeu as instalações, a Esquadra nº 11 da Força Aérea Portuguesa, a Câmara Municipal de Alenquer e a firma Torrespeças. Segundo os responsáveis pelos trabalhos, a necrópole do Algar do Bom Santo, assim designado em alusão ao local onde se encontra, é caso inédito em Portugal devido não só à fabulosa quantidade de espólio que contém, mas também por se encontrar em excelente estado de conservação. Os ossos estão invulgarmente bem preservados e toda a estação manteve-se intacta ao longo de milhares de anos. O facto que mais terá contribuído para o bom estado da estação, é a existência de um volumoso bloco calcário que bloqueava a entrada, certamente colocado pelos próprios utilizadores, evitando a entrada de outros homens ou grandes animais. Existem inclusive marcas originais de pés nus no solo de uma das salas, facto insólito a singularizar esse túmulo natural. A importância da necrópole eleva-se ao nível mundial, sendo a maior, no género, que se conhece na Europa. Por este motivo, já recebeu a visita de diversas entidades distintas da Arqueologia nacional e internacional e contou com a colaboração voluntária de estudantes estrangeiros vindos propositadamente para o efeito. Ao longo da gruta, diversas ossadas de adultos e crianças encontram-se depositadas juntamente com múltiplos artefactos em pedra, osso, concha e cerâmica, onde se incluem instrumentos de trabalho e adornos, que permitem localizar cronologicamente a necrópole, tendo sido atribuída ao Neolítico final e distando aproximadamente 5000 anos da actualidade. Outro aspecto que vem valorizar o Algar do Bom Santo, é as suas dimensões. Sendo a mais extensa gruta da Serra de Montejunto, com mais de 12 salas, ainda não se deu por concluída a exploração. O desenvolvimento semi-vertical do sistema e a notável rede de comunicações entre as salas conferem à gruta uma estrutura quase labiríntica. As pesquisas da AESDA na Serra de Montejunto estão a tornar-se cada vez mais promissoras e os resultados estão-se a fazer notar. Com apenas 2 anos de existência e apesar das dificuldades que se verificam nas diversas questões relacionadas com a obtenção de apoios, a Associação mostra já um balanço positivo no que diz respeito aos resultados das actividades. O Algar do Bom Santo demonstra precisamente о bom curso dos trabalhos associativos, surgindo como resultado das muitas horas de pesquisa е estudo, quer de campo quer em sede, sobre o maciço calcário de Montejunto e sobre a vasta е aliciante matéria espeleológica na sua globalidade." (transcrito de Trogle 1, AESDA)
Notas
A coordenada não foi publicada intencionalmente, devido ao valor arqueológico. Para aceder à mesma, contactar.
Relatórios de atividade
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