Gruta da Ervideira
Sinonímia: Lapa da Ervideira, Gruta do Cabeço da Ervideira
| Distrito | Leiria |
|---|---|
| Concelho | Alcobaça |
| Freguesia | Aljubarrota |
| Maciço | MCE |
| Cota (m) | 123 |
| Desenvolvimento 3D (m) | 300 |
| Origem das coordenadas | Afonso Rodrigues |
| Dispositivo GPS | iPhone 13 Pro |
| Verificação coordenadas | Verificada |
| Autorização | Não requer autorização |
| Cavidade artificial | Não |
Acesso
Vale do Carvalhal, no Cabeço da Ervideira, que assenta sobre a vertente oriental do Vale do Carvalhal. Acede-se por um trilho que sobe a encosta, a partir da ribeira.
Descrição
Parece tratar-se de um sistema de galerias freáticas com indícios de paragénese. Entra-se por uma galeria alta em que se vê o vazio deixado por um antigo depósito de sedimento; chegando depois a um primeiro espaço com claras vagas de erosão no teto. A gruta bifurca e o ramo da direita acede a uma sala onde está uma geocache. Seguindo para a esquerda em direção a um antigo portão sempre aberto, passa-se por uma conduta em forma de violino - alongada ao alto (controlo provável por fratura), na parte inferior um alargamento onde estaria o depósito que provocou a paragénese e alargamento da parte superior. Desce-se de cócoras e de gatas e chega-se a outra sala onde são novamente evidentes os antigos colmatamentos e as marcas de circulação sob pressão. Trepando e para trás há uma passagem que não explorámos (...). Após outra passagem mais estreita em descida chega-se a uma bela sala muito concrecionada, uma fratura alargada (em regime freático) com direção SSE-NNW (N150°). Seguindo-a para a direita (NW), alcança-se um espaço onde se veem duas prateleiras consecutivas de concreção, marcando dois níveis antigos do banco de sedimentos, estando o atual aos nossos pés; num canto da sala há um aglomerado lindíssimo de espeleotemas. Daqui parte para SW uma conduta que se bifurca e vai estreitando (a ramo da esquerda precisaria de ser escavado, no da direita deve-se entrar com a barriga para esquerda para passar) (...). Logo acima dela e também para SW há uma passagem ascendente que percorre uma diaclase inclinada, acedendo a uma sala fabulosa com o teto coberto de espeleotemas, e dela parte mais uma série de fracturas percorríveis em modo descendente, até fecharem com concreção. Da sala das prateleiras sai também um pequeno meandro cheio de tubulares para NW, uma passagem muito estreita que não parece que continue muito.
O tramo que segue para a esquerda (SE) no biforco é também ascendente e mais lamacento. Pode-se percorrer por vários níveis, mas é todo o mesmo espaço separado por massas de concreção. Alcança-se uma parte em que se vê a porção superior e arredondada de uma conduta freática quase totalmente preenchida de material, e do topo dela sai uma passagem alongada que poderá ser uma paragénese ou uma fratura alargada em regime vadoso que intersectou a conduta. Subindo mais chega-se a outra sala, com uma corda, (…)
É uma gruta muito visitada comercialmente e por pessoas locais, devido à facilidade de acesso; é fresca como o vale onde está inserida.
Equipagem
Tem uma corda fixa.
Notas
Valor de desenvolvimento estimado. A coordenada do GEM com o nome "Gruta da Ervideira" provavelmente diz respeito a outra cavidade.
Relatórios de atividade
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2024-10-10 — Afonso Rodrigues, Catarina TeixeiraA gruta relevou-se de extensão e complexidade consideráveis, não a explorámos toda.
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2023-04-01 — Afonso RodriguesVisita parcial.