Algar do Covão do Frade
Sinonímia: Algar do Pico
| Distrito | Leiria |
|---|---|
| Concelho | Porto de Mós |
| Freguesia | São Bento |
| Maciço | MCE |
| Cota (m) | 538 |
| Desenvolvimento 3D (m) | 73 |
| Desnível total (m) | 40 |
| Desnível positivo (m) | 0 |
| Desnível negativo (m) | 40 |
| Origem das coordenadas | Afonso Rodrigues |
| Dispositivo GPS | iPhone 11 Pro |
| Verificação coordenadas | Verificada |
| Autorização | Não requer autorização |
| Cavidade artificial | Não |
Acesso
Covão do Frade, perto de uma estrada. Entrada tapada por grandes lages.
Descrição
"A boca do algar está tapada com grandes blocos, tem cerca de 1,5m de diâmetro, um pouco mais se somarmos dois pequenos patamares, no sentido NNO e SSE, dando a perceber a descontinuidade que originou a abertura do algar a superfície. Segue-se um poço de 31 m, à medida que se desce o poço vai alargando um pouco. A cerca de -13m um pequeno patamar e aí alarga realmente no sentido SO, criando uma zona de tecto e uma parede se assim lhe podemos chamar, pois nunca é fechada e alarga à medida que descemos.
A base composta por blocos de varias dimensões e lixo, que pela marca dos produtos já é de “outros tempos”, tem inclinação inicial de OSO, virando para S, onde termina a base. Na base, iniciando a descida a O, abertura que nos dá acesso a corredor de chão irregular com cascalheira. Nota-se nas paredes formas de reconstrução, o tecto também é irregular. A frente, abertura a NNE, terminando aí esse espaço, já no sentido O, depois de ultrapassarmos um patamar, acedemos a poço de 7 m, em cima nota-se abertura no tecto que aparentemente tem pouco desenvolvimento. A sensivelmente meio da descida do poço chegamos a um patamar, ai no sentido NNE, chegamos a novo poço de 3 m. Toda esta zona tem formas de reconstrução, tornando-a muito bonita. Na base do P 7 há um pequeno lago com fundo argiloso. No sentido NO, pequena fenda que após 1,5 m vira a NNE, afunilando sendo humanamente impossível prosseguir, terminando ai esse tramo.
Regressando à base do poço e continuando a descer no sentido OSO, frente uma parede com abertura a cerca de 3m de altura, pequeno patamar, ressalto de 2 m e estamos noutro tramo do algar. Aqui temos uma sala com tecto alto e chão irregular mas com inclinação no sentido O. Á frente o tecto desce, verifica-se aí uma pequena ligação com o outro tramo da gruta. Seguindo para O, temos acesso a uma rampa de cerca de 4 m, nota-se na zona inicial uma desobstrução efetuada. Sensivelmente a meio da rampa, esta vira para SO, acedendo a uma sala com chão e tecto irregular, mas muito rica em formas de reconstrução e por isso mesmo muito bonita. Seguindo, mais a frente há um pequeno lago de água, terminando aí esse tramo.
A gruta aparenta ter um controlo estrutural por duas famílias de fraturas de direcão grosseira NE – SW e E – W, ambas com inclinação subvertical. As camadas regionalmente têm direção aproximadamente NW – SE e inclinação suave para Sul. A gruta desenvolve-se em calcários da formação de Margas e Calcários margosos do Zambujal, cujos termos superiores são ainda bastante carbonatados, datada do Aaleniano inferior a Bajociano inferior, do Jurássico Médio. A gruta aparenta tratar-se de um “vadose shaft” de acordo com a definição de Baron, 2003, sendo que grutas com desenvolvimento essencialmente vertical que conduzem a água do epicarso para as zonas mais profundas do carso." (transcrito de NALGA, 2019)
Topografias
Relatórios de atividade
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2023-11-26 — Afonso Rodrigues, Rui Ferreira, Fernando Batista, (...)Saída de curso.